No dia 30 de junho de 2012, recebi clientes e amigos naConfraria Flora&Água para um divertido Sarau Literário
acompanhado de uma bela Feijoada.
Um almoço mais que especial!
Com declamações do amigo Dr. Oldemar, médico psiquiatra e poeta, o sarau foi um sucesso.E eu também, como não deixei de ser cantor, soltei o gogó para entoar clássicos da canção brasileira como
"Coração Materno",de
Vicente Celestino.
Um hit!
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Fotos clicadas
pela amiga
Nadir Roda.
Obrigado pela presença de todos! Abraço do Guilherme Tell.
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14 Sistemas
ResponderExcluirOldemar Alves de Souza
Eu nasci no Capital;
a elite faz favor
de propiciar emprego,
impulsionar progresso,
e, outras mentiras mais;
quantos ais são soterrados;
quantos homens desdentados,
e o gabinete dentário
é também mais um favor
concedido ao operário!
O rico é tido coitado,
que com a crise avançando,
vê os seus lucros minguando,
e, com frequencia, coitados,
uns tantos são enfartados;
até suicídio existe,
e, o povo, sofrido, assiste
a discursos sedutores:
todos eles são doutores
- privam melhor mordomia -
que , há pouco, apregoavam
vaidades de Brasil Grande!
O desemprego se expande
a fome cruel campeia,
e, o sangue, ralo nas veias
do pobre, raleia mais...
Nem leite dá pra comprar!
- “Poeta subversivo,
que com versos incisivos,
critica por criticar!”
Por certo alguns vão falar...
Mas é que falta o pão,
o amor, a carne, o feijão,
e, a oligarquia, em orgia,
se farta das mordomias
e, alheia, prossegue louca.
Perdoa a rima caipira,
mas vivo com bóias-frias
e gente de pé-no-chão,
e minha voz está rouca,
já de tanto protestar,
sem sentir nada nudar!
Às vezes sinto vergonha
de eu ser um ser-humano,
quando percebo nos cães,
amor e fidelidade,
nas formigas operárias,
harmonia e cooperação,
nas abelhas barulhentas,
paz em uma hierarquia!
Quando criança, dizia
que queria ser doutor;
na cabeça do menino,
era só sonho burguês;
vivia contos de fadas...
Fazia pouco dos cães
- embora houvesse amizade -
e as formigas pequeninas
nem sequer eram notadas;
das abelhas eu corria...
Cada dia em que eu crescia,
o sonho crescia mais:
- “Ser adulto, será bom;
eu farei o que quiser
realizarei mil coisas...”
Pensava, e, segui em paz.
Cresci! Cadê minha Fada?
...Sobrou a Bruxa Malvada
montada em sua vassoura!
Vida pouco duradoura,
por que és tão complicada?
Me queixo das injustiças,
e os sonhos, onde os pus?
- Se cruscificam Jesus,
o que mais há a esperar?
...Se nasci no Capital.
https://sites.google.com/site/oldemarpoesiacom/
(Poema recitado no Sarau. Um Grande Abraço. Grande amigo Guilherme Tell )
1113 CAPITAL
ResponderExcluirOldemar Alves de Souza
( À Memória de José de Sousa Saramago )
O quanto você fez, e não queria?
“Não há como fugir do que acertado...”
assume a Vida, e posto no camando,
destrói a liberdade que existia.
Espírito, Alma e Mente; quem diria;
da forma mais cruel, acorrentados:
É que nos foram dadas diretrizes
que nada pode ser mesmo mudado.
Refiro-me à falácia Capital;
jargão, “que nada pode ser mudado”...
A mais cruel de todas as mentiras.
E aceito, aos poderosos vai mantido.
O Ser Humano é muito criativo.
As buscas nos serão jamais castradas.
Balela que, “o melhor” - Olhe o que existe... -
não pode e nunca será superado.
Nos resta simplesmente não pensar?
Percebe o que nos põe em nossas Mentes?
Mais fácil, ser chamado de maldito.
Melhor? Se nós sabemos, nem ser Bom...
Jamais aceitarei ser isto “o último!”
https://sites.google.com/site/oldemarpoesiacom/