11 de jul. de 2012

Sarau Literário com Feijoada!


No dia 30 de junho de 2012, recebi clientes e amigos na
Confraria Flora&Água para um divertido Sarau Literário
acompanhado de uma bela Feijoada.
Um almoço mais que especial!
Com declamações do amigo Dr. Oldemar, médico psiquiatra e poeta, o sarau foi um sucesso.


E eu também, como não deixei de ser cantor, soltei o gogó para entoar clássicos da canção brasileira como
"Coração Materno",
de
Vicente Celestino.
Um hit! 



Fotos clicadas 

pela amiga 
Nadir Roda. 
Obrigado pela presença de todos! Abraço do Guilherme Tell.

2 comentários:

  1. 14 Sistemas
    Oldemar Alves de Souza

    Eu nasci no Capital;
    a elite faz favor
    de propiciar emprego,
    impulsionar progresso,
    e, outras mentiras mais;

    quantos ais são soterrados;
    quantos homens desdentados,
    e o gabinete dentário
    é também mais um favor
    concedido ao operário!

    O rico é tido coitado,
    que com a crise avançando,
    vê os seus lucros minguando,
    e, com frequencia, coitados,
    uns tantos são enfartados;

    até suicídio existe,
    e, o povo, sofrido, assiste
    a discursos sedutores:
    todos eles são doutores
    - privam melhor mordomia -
    que , há pouco, apregoavam
    vaidades de Brasil Grande!

    O desemprego se expande
    a fome cruel campeia,
    e, o sangue, ralo nas veias
    do pobre, raleia mais...
    Nem leite dá pra comprar!

    - “Poeta subversivo,
    que com versos incisivos,
    critica por criticar!”
    Por certo alguns vão falar...
    Mas é que falta o pão,
    o amor, a carne, o feijão,
    e, a oligarquia, em orgia,
    se farta das mordomias
    e, alheia, prossegue louca.

    Perdoa a rima caipira,
    mas vivo com bóias-frias
    e gente de pé-no-chão,
    e minha voz está rouca,
    já de tanto protestar,
    sem sentir nada nudar!

    Às vezes sinto vergonha
    de eu ser um ser-humano,
    quando percebo nos cães,
    amor e fidelidade,
    nas formigas operárias,
    harmonia e cooperação,
    nas abelhas barulhentas,
    paz em uma hierarquia!
    Quando criança, dizia
    que queria ser doutor;
    na cabeça do menino,
    era só sonho burguês;
    vivia contos de fadas...

    Fazia pouco dos cães
    - embora houvesse amizade -
    e as formigas pequeninas
    nem sequer eram notadas;
    das abelhas eu corria...

    Cada dia em que eu crescia,
    o sonho crescia mais:
    - “Ser adulto, será bom;
    eu farei o que quiser
    realizarei mil coisas...”
    Pensava, e, segui em paz.

    Cresci! Cadê minha Fada?
    ...Sobrou a Bruxa Malvada
    montada em sua vassoura!
    Vida pouco duradoura,
    por que és tão complicada?
    Me queixo das injustiças,
    e os sonhos, onde os pus?
    - Se cruscificam Jesus,
    o que mais há a esperar?
    ...Se nasci no Capital.

    https://sites.google.com/site/oldemarpoesiacom/

    (Poema recitado no Sarau. Um Grande Abraço. Grande amigo Guilherme Tell )

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  2. 1113 CAPITAL
    Oldemar Alves de Souza
    ( À Memória de José de Sousa Saramago )
     
    O quanto você fez, e não queria?
    “Não há como fugir do que acertado...”
    assume a Vida, e posto no camando,
    destrói a liberdade que existia.
     
    Espírito, Alma e Mente; quem diria;
    da forma mais cruel, acorrentados:
    É que nos foram dadas diretrizes
    que nada pode ser mesmo mudado.
     
    Refiro-me à falácia Capital;
    jargão, “que nada pode ser mudado”...
    A mais cruel de todas as mentiras.
    E aceito, aos poderosos vai mantido.
     
    O Ser Humano é muito criativo.
    As buscas nos serão jamais castradas.
    Balela que, “o melhor” - Olhe o que existe... -
    não pode e nunca será superado.
     
    Nos resta simplesmente não pensar?
    Percebe o que nos põe em nossas Mentes?
    Mais fácil, ser chamado de maldito.
    Melhor? Se nós sabemos, nem ser Bom...
    Jamais aceitarei ser isto “o último!”

    https://sites.google.com/site/oldemarpoesiacom/                                     

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